Procurando...

Todos nós nascemos equipados para aprender um idioma. Algumas pessoas demoram mais para aprender, mas em algum momento elas aprendem. Nós temos diferentes tipos de inteligência, um bom professor vai assegurar-se de que o método utilizado dê, a todos os tipos de aprendizes, as chances necessárias de aprender do seu jeito próprio. Algumas pessoas são do tipo visual verbal (aprendem lendo), algumas são do tipo não-verbal/pictórico (aprendem melhor a partir de diagramas e fluxogramas, imagens), algumas são auditivas (aprendem ouvindo), algumas são cinestésicas (aprendem fazendo), essas pessoas têm que fazer alguma coisa enquanto estão estudando, pode ser um desenho ou fazendo anotações. Na verdade estas pessoas são aquelas que aprendem fazendo as coisas, elas saem montando o armário, ao invés de ler as instruções antes. O método tradicional de aprendizado de idiomas privilegia um tipo em detrimento do outro. Por isso alguns alunos são rotulados como maus alunos, ou seja, aqueles “que não têm jeito pra línguas. E agora... QUAL É SEU TIPO?

Linugox
Friday, June 22

Mitos e Verdades no Aprendizado de Inglês

Não há fórmula mágica para se aprender inglês. 

O segredo é estudo, experiência e paciência. Toda vez que alguém me pergunta quanto tempo se leva para aprender uma língua, respondo que por volta de 1000 horas. E quanto tempo isso leva? Depende de quanto tempo por dia você dedicar ao idioma. Dedicando 1 hora de estudo diário (descontando os finais de semana), você vai demorar por volta de 3 anos para aprender inglês. 

Essas 1000 horas podem ser dividas entre as habilidades de que você necessita e muitas delas podem ser “gastas” de maneira prazerosa ou inconsciente – assistindo à TV americana/inglesa, a filmes, jogando RPGs, lendo sua revista preferida, num chat com gringos(as), entre muitos outros.

Sendo o inglês uma língua natural, orgânica, que se altera com o tempo, com o local e de acordo com as necessidades dos falantes, é impossível criar fórmulas matemáticas milagrosas para se aprender a estrutura, a pronúncia ou o uso da língua inglesa. A estrutura da língua inglesa é repleta de regras e igualmente de exceções – basta observar o uso, por exemplo, das preposições para denotar as partes do dia: “in the morning”, “in the afternoon”, “at night”. Os usos de uma língua têm uma lógica inerente, mas não perfeita. No que diz respeito à pronúncia, em especial, a barra fica mais pesada ainda.


Por volta do séc. XV ocorreu, na Inglaterra, um fenômeno que conhecemos hoje por “The Great Vowel Shift”. Por razões que ainda estão sendo estudadas, as pronúncias das vogais se alteraram. O que era pronunciado [‘na.me] passou a ser pronunciado [neym]; o que era pronunciado [‘wi.fe] passou a ser pronunciado [wayf] e o que era pronunciado [how.ze] passou a ser pronunciado [haws]. Portanto, a pronúncia do inglês se desenvolveu, mudou, mas a ortografia continuou a mesma. O linguista irlandês David Crystal costuma dizer que a ortografia do inglês denota “five hundred years of a linguistic mess”, pois é repleta de exceções e inconsistências fonéticas. Compilar, hoje, uma tabela que proponha uma fórmula para a pronúncia de qualquer palavra em inglês e que parta do princípio que a escrita é a representação da fala e que não se altera no tempo é absurdo. Para aprender a pronúncia de uma língua como o inglês, a maneira mais prática é ouvir a pronúncia por um nativo (ou alguém que as pronuncie corretamente) e imitá-la.
Para aprender inglês sozinho, sem o auxílio de um professor, o importante é procurar bons materiais, que certamente existem na malha cibernética ou editados e impressos. Atenção especial deve ser dada à prática, pois, segundo pesquisas, a repetição de erros ao falar ou escrever pode piorar o seu inglês. Para a prática das habilidades de falar e escrever, o ideal seria obter auxílio de alguém mais experiente para corrigi-lo, pois um erro fossilizado é muito mais difícil de se eliminar.
Em suma, para se aprender inglês (ou qualquer outra língua) é necessário tempo – para se adquirir novas informações e processar as antigas. Acelerar esse processo pode ser cognitivamente estafante, emocionalmente decepcionante. Therefore, you’d better take your time.
É, não é nada fácil aprender inglês. Mas, como toda atividade intelectual ou motora complexa, como aprender um instrumento musical, entender física quântica, fazer uma cirurgia cardiovascular, compreender a fenomenologia de Heidegger ou pilotar um avião, o sentimento de dever cumprido e de satisfação ao dominar essa habilidade é muito maior. Aprender inglês abre as portas e janelas do mundo – o fim justifica plenamente esse meio sofrido e pouco célere.
Bons estudos!

 
Ir ao TOPO!